Segundo SUV mais vendido expõe dilema: performance urbana ou conforto em viagem?
Volkswagen – Lançado em 2025, o Tera virou fenômeno de concessionária ao emplacar mais de 18 mil unidades no 1º trimestre, garantindo o 2º lugar no ranking da Fenabrave. Mas o teste completo revela um contraste que pesa no bolso de quem circula fora da cidade: o atraso de cerca de três segundos na resposta do motor 1.0 T impede ultrapassagens confortáveis e pode elevar o consumo na estrada.
- Em resumo: Tera domina vendas urbanas, mas desempenho em rodovia frustra expectativas de quem paga até R$ 146,2 mil na versão topo.
Por que o Tera vende tanto mesmo com falhas de estrada?
Preço inicial de R$ 107,2 mil, central multimídia “estilo tablet” e assinatura em LED exclusiva atraem o público que busca um SUV compacto com DNA da marca. De acordo com dados do Valor Econômico, a procura por utilitários leves subiu 12% em 12 meses, e a Volkswagen preencheu rapidamente o espaço deixado pela demora de rivais em atualizar portfólios.
Foram 18.000 unidades emplacadas no 1º trimestre de 2026, superando Jeep Renegade e Fiat Pulse, segundo a Fenabrave.
Impacto do Proconve L8 e a disputa com elétricos chineses
A montadora confirma que o retardo no acelerador decorre do ajuste de emissões exigido pelo Proconve L8, em vigor desde 1º de janeiro de 2025. Na prática, o consumidor paga por eficiência ambiental, mas perde agilidade. Enquanto isso, elétricos como BYD Dolphin e Geely EX2 — já cotados abaixo de R$ 150 mil — entregam torque imediato e lista de equipamentos superior, pressionando a margem do Tera e de todo o segmento a combustão.
O que você acha? O apelo de marca e pós-venda justifica abrir mão de desempenho em viagem ou é hora de considerar os rivais elétricos? Para mais análises sobre o setor automotivo, visite nossa editoria de Negócios.
Crédito da imagem: Divulgação / Volkswagen