Tensão no Oriente Médio mexe com câmbio e espalha alta nos combustíveis
DÓLAR – Às 9h01, a moeda norte-americana recuava 0,14%, cotada a R$ 5,139, num mercado que monitora o ultimato do presidente Donald Trump para a reabertura do Estreito de Ormuz e a escalada do petróleo.
- Em resumo: câmbio em queda leve, petróleo Brent a US$ 110,39 (+0,60%) e governo brasileiro corre para blindar diesel, gás e passagens aéreas.
Ultimato de Trump amplia aposta defensiva
A contagem regressiva imposta por Trump termina nesta noite. Se o Irã não liberar a rota que escoa cerca de 20% do petróleo global, o republicano ameaça atacar infraestrutura estratégica. Segundo a Reuters, o Estreito está fechado há mais de um mês, o que sustenta o Brent acima de US$ 110 e renova o temor de inflação mundial.
Às 8h30, o barril Brent era negociado a US$ 110,39, alta de 0,60% – patamar que pressiona insumos e combustíveis em todo o planeta.
Impacto direto no bolso do brasileiro
No Brasil, Brasília anunciou subsídios de R$ 4 bi para segurar o diesel e o GLP até maio, além de linhas de crédito de até R$ 2,5 bi por companhia aérea. A medida tenta evitar alta de até 20% nas passagens, enquanto o mercado já projeta IPCA de 4,36% em 2026 e Selic a 12,5%, de acordo com o último Boletim Focus.
Apesar da volatilidade, o Ibovespa acumula 16,78% de ganho no ano, reflexo do fluxo estrangeiro atrás de ações ligadas a commodities. Já o dólar, mesmo com a queda desta terça-feira, ainda pode fechar 2026 em R$ 5,40, caso o conflito se arraste e mantenha a pressão sobre preços de energia.
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Crédito da imagem: Divulgação / Banco Central