Investidores testam se o “Oráculo de Omaha” ainda faz falta ao balcão
Berkshire Hathaway — Na manhã de 2 de maio de 2026, a holding abriu sua tradicional conferência anual em Omaha já exibindo um feito de peso: o caixa alcançou US$ 397 bilhões, recorde absoluto, no primeiro trimestre sob a batuta de Greg Abel. O número chama atenção justamente quando as ações da companhia recuam ante máximas recentes, acirrando o debate sobre a continuidade do legado de Warren Buffett.
- Em resumo: liquidez histórica reforça munição para aquisições enquanto investidores sondam a nova gestão.
Liquidez turbinada alimenta aposta por compras bilionárias
O salto no caixa ocorreu após a venda líquida de US$ 8,1 bilhões em participações acionárias no trimestre, movimento detalhado em documento regulatório citado pela Reuters. Analistas veem espaço para novas aquisições que sigam a fórmula “valor a preço de barganha” que consagrou Buffett.
A liquidez cobre hoje quase 9% do PIB brasileiro e supera o valor de mercado de gigantes como Coca-Cola, um dos principais ativos da carteira histórica da Berkshire.
Por que o cenário de 2026 é diferente — e mais desafiador
Diferentemente da era Buffett, Abel assume num ambiente de juros norte-americanos ainda acima de 4%, inflação persistente e múltiplos de valuation comprimidos. Desde o pico de 2024, o índice S&P 500 retraiu cerca de 7%, colocando pressão sobre carteiras concentradas em renda variável. A reserva recorde de caixa, portanto, funciona como colchão de segurança — mas também gera custo de oportunidade caso o giro de aquisições demore.
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Crédito da imagem: Divulgação / REUTERS