Bloqueio no Estreito de Ormuz eleva risco e pressiona urnas
Estados Unidos – Em declaração recente, Donald Trump reconheceu que a cotação da gasolina deve continuar acima de US$ 4 por galão até as eleições de meio de mandato de novembro, efeito direto das tensões militares contra o Irã e do salto de 50% do petróleo no mercado internacional.
- Em resumo: bloqueio naval anunciado por Trump intensifica o rally do petróleo e ameaça sua popularidade às vésperas das urnas.
Tática naval amplia tensão e inflaciona o barril
A ordem para que a Marinha norte-americana impeça navios que paguem pedágio ao Irã de cruzar o Estreito de Ormuz adiciona um novo prêmio de risco ao mercado de energia. Estimativas da Bloomberg indicam que quase um terço do petróleo marítimo global transita pela rota, tornando qualquer interrupção um gatilho imediato para encarecer combustíveis em todo o mundo.
“Pode ser, ou igual, ou talvez um pouco mais alto, mas deve ficar por aí”, afirmou Trump sobre os preços na bomba.
Consequências eleitorais e reflexo no mercado
Com a inflação norte-americana já pressionada pelo encarecimento da energia, analistas alertam que a manutenção do barril em patamar elevado pode forçar o Federal Reserve a prolongar juros altos, encarecendo o crédito global. Historicamente, a cada US$ 10 de avanço no Brent, a economia dos EUA perde cerca de 0,2 ponto percentual de crescimento anual, segundo o Departamento de Energia.
No front político, pesquisas internas republicanas mostram desgaste: a aprovação presidencial ronda mínimas do segundo mandato, aumentando a probabilidade de os democratas retomarem o controle do Congresso e travarem pautas fiscais. Para investidores brasileiros, o choque joga pressão extra sobre o câmbio e eleva expectativas de reajuste nos preços da gasolina da Petrobras, que segue a paridade internacional desde 2016.
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Crédito da imagem: Divulgação / Casa Branca