Tarifas, seguros e impostos dobram o peso das parcelas no seu orçamento
Banco Central do Brasil — Ao exigir que todas as instituições exibam o Custo Efetivo Total (CET) antes da assinatura do contrato, o regulador tenta frear surpresas no bolso de quem parcela carro, imóvel ou mesmo utiliza crédito consignado. Ainda assim, um empréstimo que promete juros de 12% ao ano pode terminar custando 43,9% ao ano quando taxas administrativas, IOF e seguros entram na conta.
- Em resumo: o CET revela o preço real do dinheiro e pode triplicar o valor final de um financiamento.
Por dentro do CET: o que encarece o crédito
Juros são apenas a ponta do iceberg. De acordo com levantamento da Valor Econômico, a soma de tarifas de cadastro, seguro prestamista e IOF responde por até um terço do custo total do empréstimo.
Em um financiamento de R$ 1.000, a taxa nominal de 12% salta para 43,9% ao ano depois de somados encargos obrigatórios, segundo simulação citada pelo BC.
Endividamento recorde amplia risco para famílias
O alerta chega num momento delicado: 80,4% das famílias brasileiras tinham dívidas a vencer em março, o maior patamar da série da CNC. Mesmo com a Selic em queda, o juro do rotativo de cartão ainda supera 400% ao ano, pressionando o orçamento doméstico. Se o petróleo continuar acima de US$ 90, a alta dos combustíveis deve empurrar mais consumidores para linhas de crédito emergencial, elevando o CET médio.
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Crédito da imagem: Divulgação / Banco Central