Moeda digital mais famosa do mundo trava entre promessa e realidade
Banco Central do Brasil – Em declaração recente, o diretor Paulo Picchetti reforçou que o Bitcoin segue distante do caixa da padaria e colocou sob holofotes o risco de lavagem de dinheiro, ponto que pode apertar ainda mais as rédeas regulatórias.
- Em resumo: Para o BC, 15 anos após o lançamento, o Bitcoin continua impraticável no varejo e exige vigilância redobrada contra crimes financeiros.
Por que a promessa de 2009 ainda não chegou à padaria
O colapso das hipotecas em 2008 criou o cenário perfeito para o surgimento de uma moeda “sem bancos”. Porém, uma década e meia depois, apenas 2% das transações globais em criptomoedas envolvem pagamentos de bens ou serviços, mostra levantamento da Reuters. Custos de rede, volatilidade e demora na confirmação dos blocos afastam comerciantes e consumidores.
“Até agora não se consegue pagar um café com Bitcoin”, afirmou Paulo Picchetti durante seminário do FGV Ibre.
Regulação aperta: equilíbrio entre inovação e proteção
No Brasil, a Lei 14.478/22 já enquadra prestadores de serviços de criptoativos e dá poder ao BC para autorizar e fiscalizar exchanges. A autarquia também estuda integrar stablecoins ao open finance, mas avisa: qualquer brecha pode turbinar esquemas de lavagem e financiamento ilícito.
Globalmente, a discussão ganhou força após o colapso de grandes plataformas em 2022 e pelo avanço de projetos de Moedas Digitais de Banco Central (CBDCs), que disputam espaço com as criptos privadas. A depender de como Estados Unidos e União Europeia definirem regras de capital e custódia, analistas projetam menor apetite institucional até 2025.
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Crédito da imagem: Divulgação / Banco Central