Rota montanhosa vira “teste de coragem” e injeta renda em vilarejos esquecidos
Vietnã – Recentemente, o lendário Ha Giang Loop, 350 km de curvas recortadas em penhascos calcários, voltou aos holofotes como o trajeto mais radical do Sudeste Asiático, atraindo uma onda de motociclistas que já começa a aquecer a economia regional.
- Em resumo: fluxo de turistas em alta devolve renda a aldeias Hmong, mas exige cautela extrema na pilotagem.
Penhascos de 800 m, asfalto precário e zero guard-rail
O temido Passo de Ma Pi Leng concentra os 20 km mais icônicos – e perigosos – do circuito. A pista margeia um cânion de 800 m de profundidade, sem barreiras de proteção, cenário que reforça a fama de “rito de passagem” para quem pilota na Ásia. Segundo dados da Reuters sobre a recuperação do turismo vietnamita, destinos de natureza extrema estão no topo das buscas pós-pandemia.
A província foi reconhecida como Geoparque Global pela UNESCO, graças à rara combinação de relevo cárstico e mosaico cultural de minorias étnicas.
Do risco à oportunidade: impacto financeiro do novo “boom” aventureiro
Analistas de mercado lembram que o turismo representava 9,5 % do PIB vietnamita antes da Covid-19. A retomada de rotas como Ha Giang, agora mais divulgadas em redes sociais de viagens, amplia a demanda por homestays, cafés e guias locais. O governo, porém, restringe licenças de construção para evitar degradação ambiental durante a temporada de monções (jun–set).
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