Analistas veem mais riscos à tese de crescimento do banco digital
Nubank – Às 12h30 (Brasília), os recibos de ações caíam 7,31% em Nova York, depois de tocar baixa de 10% com a saída inesperada do CFO Guilherme Lago, notícia que abalou a confiança de investidores em pleno ambiente de juros altos.
- Em resumo: troca de diretor financeiro gerou rebaixamento do Bank of America e pressão imediata nos papéis.
Rebaixamento imediato amplia a sangria
O Bank of America cortou a recomendação para “underperform” e reduziu o preço-alvo de US$ 16 para US$ 10, citando incerteza estratégica após a mudança na diretoria.
“Outra saída na liderança, deterioração na qualidade dos ativos e menor visibilidade de lucros tornam o risco/retorno menos atraente”, escreveram analistas do BofA.
Expansão global agora parece mais nebulosa
A chegada de Rob Livingston, ex-Visa, vem no momento em que o Nubank estuda avançar nos Estados Unidos. Esse plano esbarra num cenário de funding mais caro: o rendimento do T-Note de 10 anos voltou a superar 4%, o que pressiona o custo de capital de fintechs mundo afora.
No Brasil, concorrentes tradicionais ampliam o crédito ao consumidor após o recente corte da Selic para 10,50% ao ano. Historicamente, margens do Nubank encolheram em ciclos de afrouxamento monetário — em 2023, o NIM ajustado caiu 0,4 ponto percentual no semestre pós-corte.
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Crédito da imagem: Divulgação / REUTERS