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giroeconomiconews > Investimentos > Tarifa de 25% dos EUA pode corroer margens da WEG; Citi alerta
Investimentos

Tarifa de 25% dos EUA pode corroer margens da WEG; Citi alerta

Última atualização: 06/02/2026 6:16 pm
Lucas Cezário
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Investidores temem efeito cascata na cadeia de motores industriais

Weg (WEGE3) – A recomendação do Escritório de Comércio dos EUA para aplicar tarifa de 25% sobre produtos brasileiros acendeu um sinal vermelho para a fabricante, cuja fatia de 25% da receita vem de bens feitos no Brasil e vendidos ao mercado norte-americano.

Índice de Conteúdos
  • Investidores temem efeito cascata na cadeia de motores industriais
  • Por que a tarifa de 25% pesa na fabricante
  • Rota alternativa: ampliar produção na América do Norte?
  • Em resumo: Tarifa proposta ameaça até 70% das vendas externas da divisão de motores industriais da WEG.

Por que a tarifa de 25% pesa na fabricante

O Citi lembra que o segmento de motores industriais respondeu por 49,1% da receita líquida da companhia no 1T24, e 70% dessas vendas foram destinadas a clientes fora do País. Caso a tarifa seja confirmada, parte substancial desses embarques teria de absorver o custo extra ou perder competitividade, segundo reportagem da Reuters.

Os analistas do Citi projetam que a medida “implicará diluição de margem no curto prazo”, embora exceções setoriais possam atenuar o choque inicial.

Rota alternativa: ampliar produção na América do Norte?

Historicamente, a WEG investe em diversificação geográfica para reduzir riscos cambiais e tarifários. Em 2023, 57% da receita já veio de plantas fora do Brasil. Uma eventual escalada tarifária reforça o incentivo para acelerar capex em fábricas mexicanas e norte-americanas, estratégia semelhante à adotada após tensões comerciais EUA-China em 2018.

Analistas também destacam que o real valorizado em 9% frente ao dólar desde janeiro limita a competitividade dos exportadores brasileiros, ampliando o efeito da tarifa caso entre em vigor. Além disso, a menor projeção de PIB industrial global para 2024 (2,1%, segundo FMI) reduz a margem de repasse de custos ao consumidor final.

O que você acha? A WEG conseguirá proteger suas margens ou terá de repensar seu mapa de produção? Para mais análises sobre mercado financeiro, acesse nossa editoria especializada.


Crédito da imagem: Divulgação / Weg

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Feito PorLucas Cezário
Especializado na cobertura ágil e em tempo real do cenário macroeconômico, Lucas acompanha de perto a Bolsa de Valores (B3), decisões sobre taxas de juros (Selic), inflação e flutuações cambiais. Com um olhar clínico para dados, ele entrega notícias factuais e de impacto direto, fundamentais para quem precisa se antecipar às tendências da economia brasileira e global.
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