Sem Buffett no palco, liquidez histórica redefine prioridades do conglomerado
Berkshire Hathaway – Na primeira assembleia anual após a aposentadoria de Warren Buffett, o sucessor Greg Abel apresentou números que impressionam, mas também expõem a pressão: o caixa bateu inéditos US$ 397 bilhões enquanto as ações Classe B acumulam atraso de 37 pontos em 12 meses frente ao S&P 500.
- Em resumo: montante bilionário reativa programa de recompras e alimenta expectativa por aquisições de peso.
Reserva gigante dá fôlego para recompras e aquisições
A pilha de dólares permitiria comprar, à vista, bancos do porte do Bank of America ou até reforçar a participação em gigantes como Apple e Coca-Cola. Segundo levantamento da Reuters, nenhuma outra companhia americana segura tamanho volume de caixa hoje.
A Berkshire encerrou o 1º tri com US$ 397 bi disponíveis, superando o recorde anterior e representando mais de 15% de todo o PIB brasileiro atual.
Ajuste de portfólio e desafio de superar o “prêmio Buffett”
Mesmo fora do comando diário, Buffett segue presidente do conselho e comparou Abel a Tim Cook, alusão à sucessão de outra lenda, Steve Jobs. O novo CEO, famoso pelo olhar crítico, classificou Apple, American Express, Moody’s e Coca-Cola como o “Core Four” da carteira e sinalizou tolerância zero a unidades pouco rentáveis.
O desafio não é trivial: o chamado “Buffett premium” que historicamente encarecia o papel virou desconto desde outubro passado. Parte da pressão vem do rali de tecnologia puxado por inteligência artificial, que elevou o índice ação/PIB dos EUA para 220% — patamar visto apenas na bolha pontocom de 2000. Para reverter o cenário, analistas apontam que recompras agressivas e aquisições anticíclicas podem devolver competitividade à ação na comparação com o S&P 500.
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Crédito da imagem: Divulgação / Berkshire Hathaway