Venda estratégica e MCMV preparam a construtora para um 2026 mais agressivo
MRV&Co – No primeiro trimestre, a construtora injetou R$ 387 milhões no caixa graças à alienação de empreendimentos nos Estados Unidos e à melhora operacional no Brasil, sinalizando fôlego para novos lançamentos mesmo em um cenário de crédito ainda caro.
- Em resumo: geração de caixa veio dos US$ 67 mi obtidos com a Resia e de um fluxo positivo de R$ 96 mi na incorporação nacional.
Venda de ativos nos EUA turbinou o balanço
A subsidiária norte-americana Resia alienou o condomínio Tributary por US$ 73,3 milhões e dois terrenos por mais US$ 18,3 milhões, convertendo-se na principal fonte de liquidez no trimestre, segundo dados compilados pela Reuters. Ao câmbio, a operação respondeu por cerca de R$ 348 milhões dos recursos gerados.
“Podemos esperar uma capacidade de compra dos clientes aumentando em função dessas alterações”, afirmou o CFO Ricardo Paixão ao comentar a estratégia de lançamentos voltados ao programa habitacional.
Minha Casa Minha Vida ganha peso: impacto direto nas vendas
Com as recentes mudanças do Conselho Curador do FGTS — que ampliaram o teto de renda e o valor financiável —, a MRV acelerou projetos elegíveis ao Minha Casa Minha Vida. Só nos três primeiros meses, o VGV de lançamentos somou R$ 2,915 bilhões, avanço anual de 0,9%, enquanto o tíquete médio subiu para R$ 270 mil.
O movimento acontece em meio à expectativa de que o Banco Central possa iniciar cortes graduais da Selic ainda neste ano, o que tende a aliviar o custo do financiamento imobiliário e ampliar a demanda por moradias de entrada, segmento em que a companhia é líder histórica.
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Crédito da imagem: Divulgação / MRV&Co