Queda de 6% após balanço reforça questionamentos sobre crescimento da Big Blue
IBM – Na última quarta-feira, a gigante da tecnologia divulgou lucro líquido de US$ 1,22 bilhão no 1º trimestre fiscal de 2026, avanço anual de 15%, mas a manutenção do guidance esfriou o humor dos investidores e derrubou os ADRs em 6,35% no after hours às 17h47 (Brasília).
- Em resumo: números batem o consenso de Wall Street, porém projeções inalteradas para o ano seguram o entusiasmo.
Expectativas superadas no trimestre
O lucro ajustado por ação chegou a US$ 1,91, superando os US$ 1,81 esperados, enquanto a receita avançou 6% em moeda constante e alcançou US$ 15,9 bilhões, também acima do consenso de US$ 15,7 bilhões, segundo levantamento da FactSet. A performance foi destacada por dados compilados pela Reuters como um sinal da retomada da demanda corporativa por soluções de nuvem híbrida e inteligência artificial.
“A IA continua sendo um fator impulsionador para nossos negócios globais. Nossos produtos ajudam clientes a orquestrar e governar a IA em ambientes híbridos”, afirmou o CEO Arvind Krishna no release de resultados.
Por que o guidance ainda preocupa Wall Street
Apesar do ganho robusto, a IBM manteve a projeção de crescimento de receita “acima de 5%” para todo o ano fiscal, horizonte visto como conservador diante da forte competição em serviços de nuvem, principalmente com Amazon AWS e Microsoft Azure. O sinal amarelo surge num momento em que o Federal Reserve mantém juros altos por mais tempo, encarecendo capex de clientes corporativos e pressionando a renovação de contratos de TI.
Segundo analistas, o sell-off imediato reflete o temor de que o ciclo de investimentos em IA possa não compensar, no curto prazo, a desaceleração de consultoria tradicional – segmento que respondeu por quase 33% da receita no trimestre. Historicamente, a ação da IBM entrega dividend yield ao redor de 4%, mas o growth limitado deixa o papel atrás de pares em criação de valor. A última vez que a companhia revisou guidance para cima foi em 2021, lembra nota do Bank of America.
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Crédito da imagem: Divulgação / REUTERS