Evento de gala vira cena de tiroteio e provoca debate sobre custo de proteger autoridades
Serviço Secreto dos EUA — Na noite de sábado, o tradicional jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca foi interrompido depois que Cole Allen, 36, furou o perímetro de segurança e trocou tiros com agentes. O incidente reabriu discussões sobre protocolos e investimentos no aparato que blinda a elite política norte-americana.
- Em resumo: Allen foi detido no local; um agente ficou ferido sem gravidade e nenhum convidado se machucou.
Professor com formação em engenharia planejou rota de costa a costa
Autoridades detalharam que o californiano saiu de Los Angeles de trem, fez escala em Chicago e chegou a Washington 24 horas antes do evento, hospedando-se no mesmo hotel que sediava o jantar. Segundo a Reuters, o suspeito não constava em listas de monitoramento federal, o que levanta perguntas sobre falhas na triagem de ameaças.
“Ele mal passou pelo perímetro e foi imediatamente contido… Isso é a aplicação da lei fazendo exatamente o que foi treinada para fazer”, declarou o procurador-geral interino Todd Blanche.
Custo da blindagem deve subir após pressão do Congresso
Mesmo sem vítimas fatais, o episódio pode ampliar o orçamento destinado ao Homeland Security. Em 2023, o órgão já recebeu US$ 3,4 bilhões para proteção de dignitários — cifra 12% maior que no ano anterior, refletindo o aumento de eventos públicos pós-pandemia. Analistas apontam que novas audiências no Capitólio, anunciadas por senadores de ambos os partidos, devem resultar em mais recursos para tecnologias de detecção e bloqueios móveis.
Para investidores de empresas de segurança privada, episódios desse tipo costumam impulsionar ações de fabricantes de scanners, drones e câmeras corporais. No último ataque relevante, em 2017, papéis da Axon subiram 8% na semana seguinte, segundo dados da B3.
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Crédito da imagem: Divulgação / René DeAnda