Fluxo de 6 milhões de barris volta a circular em rota estratégica
Irã – O desbloqueio parcial do Estreito de Ormuz, após o cessar-fogo entre Washington e Teerã, permitiu que três superpetroleiros cruzassem a via marítima que concentra 20% do comércio global de petróleo, reduzindo temores imediatos de escassez e trazendo alívio pontual às cotações.
- Em resumo: Serifos, Cospearl Lake e He Rong Hai deixaram o Golfo com até 6 milhões de barris rumo à Ásia.
Cessar-fogo EUA-Irã destrava gargalo logístico
Dados da LSEG indicam que os navios – dois com bandeira chinesa e um liberiano – atravessaram o canal estratégico supervisionado por Teerã pela primeira vez desde o início do conflito em fevereiro. A fragilidade da rota vinha pressionando o barril do tipo Brent, que flertou com máximas de 15 meses no fim de março.
Cada embarcação tem capacidade de transportar 2 milhões de barris de petróleo bruto, destacam os registros da LSEG e da consultoria Kpler.
Por que o fluxo em Ormuz mexe no bolso do investidor
Além de conectar produtores como Arábia Saudita, Emirados Árabes e Iraque ao mercado asiático, Ormuz é pilar da segurança energética global. Em crises anteriores, bloqueios temporários impulsionaram custos de frete e elevaram a inflação via combustíveis. Agora, analistas ponderam que a retomada parcial não dissipa o risco: eventuais retrocessos nas negociações podem reacender a volatilidade.
Segundo a Agência de Informação de Energia dos EUA, cerca de 21 milhões de barris por dia transitam historicamente pelo estreito. Qualquer interrupção prolongada poderia obrigar refinarias asiáticas a buscar rotas mais longas e onerosas pelo Cabo da Boa Esperança, elevando o prêmio do frete e pressionando margens de empresas de aviação e transporte.
O que você acha? O recuo da tensão em Ormuz será duradouro ou apenas um alívio curto nos preços do petróleo? Para mais análises sobre logística energética e commodities, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Band