Rali em Seul e Taipei reacende apetite por risco no mercado global
Bolsa da Coreia do Sul – O Kospi disparou 2,07% na última quarta-feira (15), arrastando o restante da Ásia para o campo positivo e sinalizando que a possível retomada de conversas entre Estados Unidos e Irã pode realinhar o humor do investidor já nesta semana.
- Em resumo: especulação de diálogo de paz entre Washington e Teerã impulsionou ações de tecnologia e construção e arrefeceu o petróleo.
Por que o salto coreano importa para sua carteira?
Com a trégua no radar, gigantes do setor de chips listadas em Seul — muitas delas fornecedoras globais de semicondutores — ganharam tração, reforçando a percepção de que um Oriente Médio menos tenso pode aliviar custos de energia e proteger margens industriais, segundo dados da Reuters.
Kospi: 6.091,39 pontos (+2,07%) Taiex: 36.722,14 pontos (+1,17%) Nikkei: 58.134,24 pontos (+0,44%) Hang Seng: 25.947,32 pontos (+0,29%)
Queda do petróleo e efeito dominó nos ativos de risco
O otimismo também derrubou o barril do Brent no pregão passado, movimento que, historicamente, reduz pressões inflacionárias nas economias importadoras de energia. Para o investidor brasileiro, esse alívio tende a se refletir em custos logísticos mais baixos e, potencialmente, em maior espaço para o Banco Central prolongar o ciclo de cortes da Selic, caso o dólar se mantenha comportado.
Nos últimos 12 meses, o Xangai Composto acumula volatilidade diante de estímulos pontuais de Pequim, enquanto o Shenzhen Composto cedeu 0,71% no pregão, lembrando que políticas domésticas ainda são o principal driver na China continental.
Do lado político, o ex-presidente Donald Trump sinalizou que um acordo pode ser costurado “ainda nesta semana” no Paquistão. Já o vice-presidente JD Vance reiterou que a Casa Branca “deseja de verdade” um pacto. Uma assinatura formal reduziria o prêmio de risco geopolítico que, desde 2023, adicionou cerca de US$ 12 ao preço médio do barril, de acordo com a Energy Information Administration (EIA).
O que você acha? A trégua pode sustentar novos recordes nas bolsas americanas e reabrir IPOs na B3? Para mais análises, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Money Times