Basalto vulcânico, vitrais e show de luzes transformam destino serrano
Catedral de Nossa Senhora de Lourdes – Símbolo máximo de Canela, a torre gótica de 65 m revestida em rocha basáltica virou peça-chave para o fluxo de visitantes que movimenta hotéis, restaurantes e o comércio de chocolate artesanal na Serra Gaúcha.
- Em resumo: 12 sinos de bronze fundidos na Itália, pesando 3 t, marcam o ritmo da cidade e elevam a procura por passeios pagos à torre.
Do basalto ao bronze: a engenharia por trás da joia gótica
Concebida em 1953, a obra utilizou o basalto abundante na região, criando uma fachada escura que contrasta com vitrais coloridos. O carrilhão, moldado na fundição Giacomo Crespi, chegou de navio na década de 1970 e mantém até hoje afinação impecável, segundo técnicos citados pela Exame.
Os 12 sinos somam 3 toneladas e cada peça é dedicada a um santo diferente, compondo escalas musicais que tocam de hora em hora.
Impacto financeiro: turismo noturno injeta milhões na economia local
O show diário de luzes mapeadas na fachada fez a visita noturna superar a diurna em tíquete médio. De acordo com a Secretaria de Turismo do RS, o município de Canela faturou cerca de R$ 1,4 bilhão em 2023 com serviços ligados ao setor, impulsionado pela catedral e pelos populares festivais de inverno e Natal.
Especialistas creditam o sucesso a três fatores: fácil acesso pela Rota Romântica, marketing digital focado em redes sociais e o museu “Sinos da Catedral”, aberto recentemente, que cobra ingresso para subir à torre e oferece vista panorâmica da serra.
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Crédito da imagem: Divulgação / Prefeitura de Canela