Mercado aposta em trégua EUA-Irã e revisa riscos globais
Ibovespa – Impulsionado por um giro de otimismo mundial, o principal índice da B3 engatou alta de 0,31% às 10h10 (Brasília), cravando 197.611 pontos e renovando a máxima histórica nominal, a poucos degraus simbólicos dos 199 mil.
- Em resumo: A sinalização de retomada de diálogo entre Washington e Teerã derrubou petróleo, puxou o dólar para R$ 4,98 e abriu espaço para nova escalada das ações brasileiras.
Paz no Oriente Médio redefine preço de ativos
Fontes diplomáticas disseram à Reuters que negociadores pretendem anunciar um esboço de cessar-fogo ainda esta semana. A simples probabilidade de acordo bastou para afundar o Brent a US$ 97,78 (-1,57%) e o WTI a US$ 95,91 (-3,23%), aliviando pressões inflacionárias e fortalecendo a tese de corte de juros em economias centrais.
O dólar à vista recuava 0,32%, a R$ 4,9808, enquanto o DXY perdia 0,37%, aos 97.994 pontos, refletindo menor busca por proteção cambial.
Inflação nos EUA e serviços no Brasil dividem atenção
Nos Estados Unidos, o Índice de Preços ao Produtor avançou 0,5% em março, metade do que o mercado projetava, indicando que o repique de energia ainda não contaminou totalmente os serviços. No Brasil, o volume de serviços subiu tímidos 0,1% em fevereiro, bem abaixo da estimativa de 0,5%, sugerindo perda de fôlego do PIB no início de 2026.
Apesar do dado morno, a curva de juros futura recuou, repercutindo a combinação de petróleo mais barato e dólar fraco. Para analistas, caso o cenário de moderação inflacionária se confirme, o Banco Central pode reavaliar a intensidade dos próximos cortes na Selic.
Temporada de balanços estreia em tom positivo
Do lado corporativo, o JPMorgan inaugurou a safra de números do 1T26 com lucro 13% maior, a US$ 5,94 por ação, superando previsões e reforçando a leitura de que a volatilidade recente beneficiou desks de trading. O resultado animou bancos listados na B3, que figuraram entre as maiores altas matinais.
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Crédito da imagem: Divulgação / B3