Corte de tributo pode não ser suficiente se petróleo seguir em disparada
Ministério de Portos e Aeroportos – Em meio ao avanço de até 50% no preço do querosene de aviação (QAV) anunciado pela Petrobras, a pasta avalia zerar PIS/Cofins sobre o combustível para evitar que as passagens subam até 20%, segundo estimativas do próprio setor.
- Em resumo: Tesouro estuda linha de crédito de R$ 400 milhões e isenção tributária temporária para amortecer o preço dos bilhetes.
Zero de PIS/Cofins: alívio real ou efeito placebo?
O QAV representa cerca de 40% dos custos operacionais das companhias aéreas. Ao suspender a cobrança de PIS/Cofins, o governo tenta reduzir imediatamente essa pressão, mas analistas ouvidos pela Reuters alertam que, se o petróleo continuar valorizado, o benefício pode se diluir em poucas semanas.
“A alta do QAV pode gerar consequências severas para o setor”, afirmou a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) em nota oficial.
Petróleo caro e guerra no Oriente Médio elevam risco de novos reajustes
O conflito que envolve Estados Unidos, Israel e Irã empurrou o barril Brent para o maior patamar desde 2023. Historicamente, cada 10% de aumento no petróleo adiciona de 3% a 4% ao custo das passagens domésticas, segundo cálculos da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Em 12 meses, a inflação das passagens já supera 23% no IPCA, pressionando consumidores e o turismo interno.
O que você acha? Medidas pontuais bastam ou será preciso subsídio mais robusto para segurar o preço dos bilhetes? Para mais análises sobre o impacto do petróleo e dos tributos no transporte aéreo, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Ministério de Portos e Aeroportos