Investigações, estoque encalhado e risco de arquibancadas vazias entram no radar
Fifa – A menos de uma semana para o pontapé inicial da Copa do Mundo de 2026, a entidade lida com milhares de ingressos não vendidos, reduções de até 64% nos preços de face e uma investigação dos procuradores-gerais de Nova York e Nova Jersey por suposta inflação artificial de valores.
- Em resumo: Jogos de menor apelo, como Jordânia x Argélia, caíram de US$ 620 para US$ 225, pressionando a Fifa a escoar bilhetes em sites secundários.
Por que a Fifa derruba preços em lote?
A oferta encalhada fere a narrativa de “ingressos esgotados” repetida pelo presidente Gianni Infantino em fevereiro. Levantamento do TicketData apontava, no último sábado, 74 mil entradas disponíveis; horas depois, o estoque despencou para 32 mil, mas voltou a subir para 37 mil. Segundo análise da Reuters, a oscilação indica tentativa de redistribuir bilhetes para plataformas como SeatGeek, onde taxas são repassadas ao comprador.
Ingressos no bloco 121 para Jordânia x Argélia, ofertados a US$ 620, foram anunciados por US$ 225 no site oficial de revenda da Fifa — desconto de 64%.
Efeito dominó: torcedor, economia local e patrocinadores
Além do bolso do fã, hotéis, companhias aéreas e patrocinadores temem baixa ocupação. Em 2018, na Rússia, a Fifa registrou lotação média de 98%; já no Mundial de Clubes de 2023, precisou liberar entradas a R$ 56 para evitar “fantasmas” nas cadeiras. Especialistas lembram que a Copa de 2026 será a primeira com 48 seleções e 104 partidas, um volume 44% maior que o do Catar, exigindo demanda sem precedentes em meio a juros altos nos EUA (5,25% ao ano) e renda média pressionada pela inflação acumulada de 3,3% em doze meses.
O que você acha? O corte agressivo de preços é suficiente para lotar os estádios ou veremos setores vazios na maior Copa da história? Para acompanhar mais análises de impacto no seu bolso, visite nossa editoria de Finanças Pessoais.
Crédito da imagem: Divulgação / Fifa