Clássico de 1945 ganha fôlego de centro de pesquisa e renda para o litoral
Aquário de Santos – Inaugurado em 1945, o aquário público mais antigo do Brasil virou peça-chave para o turismo paulista: recebe cerca de 500 mil visitantes anuais e injeta milhões de reais em serviços locais, de hotéis a restaurantes, segundo estimativas da prefeitura.
- Em resumo: 32 tanques – oceânicos e amazônicos – abrigam 4 mil animais e ancoram programas de reabilitação de pinguins e tartarugas.
Modernização elevou bilheteria e pesquisa ambiental
A troca de vidros por acrílico espesso e o sistema de filtragem por ozônio mantêm 1 milhão de litros de água sob controle rigoroso de pH, reduzindo custos veterinários e prolongando a vida dos animais. De acordo com reportagem da Exame, cada turista que passa pela Baixada Santista gasta em média R$ 280 por dia, o que multiplica o impacto do aquário na economia regional.
Desde a reforma mais recente, o complexo passou a resgatar até 150 pinguins-de-magalhães por temporada, liberando 80% deles de volta ao mar após reabilitação.
Efeito multiplicador: turismo, educação e “economia azul”
O fluxo constante de escolas reforça a agenda da “economia azul”, conceito que movimentou US$ 1,5 trilhão globalmente em 2023, segundo a OCDE. Ao ensinar crianças sobre poluição plástica e recifes, o aquário ajuda a formar consumidores mais conscientes – fator que, a médio prazo, reduz gastos públicos com limpeza costeira e favorece a imagem do destino para investidores do setor de lazer.
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Crédito da imagem: Divulgação / Prefeitura de Santos