Da internet discada aos robôs de hoje: veja o salto operacional
B3 – A bolsa brasileira foi palco de uma revolução silenciosa que, em menos de 20 anos, tirou o trader do “cortar mato” e o colocou diante de algoritmos capazes de executar ordens em microssegundos, ampliando ganhos, mas também o risco de ruína.
- Em resumo: Automação e liquidez sem precedentes elevaram o patamar – e a pressão – sobre quem vive de operações de curtíssimo prazo.
Tecnologia tira emoção e acelera decisões
Ferramentas de inteligência artificial integradas às plataformas de home broker permitem hoje que qualquer investidor crie estratégias completas sem escrever uma linha de código, segundo veteranos que participaram de um encontro transmitido pelo trader André Moraes. O avanço replica a onda global de automatização citada em relatório recente da Reuters, que aponta que 70% do volume em grandes bolsas já passa por sistemas algorítmicos.
“Quando você automatiza, você tira a emoção do trade”, frisa Jota Trader, lembrando que em 2005 ainda dependia de internet discada para baixar um simples gráfico.
Por que o mercado ficou mais democrático – e mais seletivo
A base de investidores pessoa física da B3 saltou de 600 mil para mais de 5,3 milhões de CPFs desde 2018, impulsionada por juros baixos, educação financeira on-line e corretoras zero taxa. Esse boom ampliou a liquidez diária do mini-índice para além de 3 milhões de contratos, um recorde que reduz o spread, mas exige leitura de fluxo cada vez mais afinada. Especialistas lembram que, ao lado da volatilidade trazida por decisões de política monetária do Banco Central, o cenário cria oportunidades, porém pune quem não atualiza gestão de risco.
O que você acha? A tecnologia vem nivelando o jogo ou aumentando a pressão sobre o trader iniciante? Para mais análises sobre mercado de curto prazo, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / InfoMoney