Gasto extra pode pesar já na próxima fatura, alertam analistas
Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) — A reguladora confirmou que a tarifa de energia migra para a bandeira amarela em maio, depois de quatro meses em verde, adicionando R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. O ajuste ocorre em plena transição do período chuvoso para o seco, momento em que os reservatórios perdem volume e o sistema precisa recorrer a termelétricas mais caras.
- Em resumo: a conta de luz ficará mais cara já no próximo ciclo de cobrança.
Por que a bandeira mudou agora?
Com chuvas abaixo da média e reservatórios em queda, o Operador Nacional do Sistema precisou programar o despacho de termelétricas, que possuem custo até três vezes maior do que hidrelétricas, segundo estimativas compiladas pela Reuters. O sistema de bandeiras, criado em 2015, funciona como um semáforo de preços para sinalizar ao consumidor quando a geração fica mais cara.
O adicional será de R$ 1,885 por 100 kWh consumidos enquanto a bandeira amarela vigorar.
Impacto no IPCA e no bolso das famílias
A energia elétrica residencial responde por cerca de 4,1% do IPCA, índice oficial de inflação. Qualquer alta imediata na tarifa tende a ter efeito dominó sobre serviços e produtos que dependem intensivamente de eletricidade, pressionando expectativas de inflação e, por consequência, as decisões do Banco Central sobre a Selic. Em 2021, por exemplo, a adoção prolongada da bandeira vermelha adicionou 0,63 ponto percentual ao IPCA daquele ano.
Para uma família que consome 200 kWh mensais, o acréscimo pode superar R$ 3,77 na fatura de maio. Especialistas recomendam medidas simples, como desligar aparelhos em stand-by e otimizar o uso de ar-condicionado, para amortecer o impacto.
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Crédito da imagem: Divulgação / Kari Shea (Unsplash)