Queda nos preços reabre debate sobre segurança energética global
Brent – Após saltar 8% na última quinta-feira, o barril referência para junho recua 0,50%, cotado a US$ 108,49 na ICE, em meio à incerteza sobre um acordo entre Estados Unidos e Irã e à continuidade das interrupções logísticas no Estreito de Ormuz.
- Em resumo: impasse diplomático pressiona oferta e, mesmo com anúncio da Opep+, refinarias disputam barris alternativos.
Estreito fechado mantém prêmio recorde para petróleo americano
Segundo dados compilados pela Reuters, prêmios à vista do WTI atingiram máximas históricas porque refinarias asiáticas e europeias correm para substituir cargas do Oriente Médio bloqueadas por ataques iranianos a navios.
“A impossibilidade de abrir o Estreito de Ormuz está se tornando cada vez mais uma questão de vitória política”, afirma Mukesh Sahdev, CEO da consultoria XAnalysts.
Opep+ eleva produção só no papel; Rússia e Arábia Saudita sob fogo cruzado
A aliança concordou em adicionar 206 mil barris/dia em maio, volume modesto que dificilmente sairá do chão porque parte dos membros enfrenta restrições bélicas. Paralelamente, drones ucranianos atingiram terminais russos, e a Arábia Saudita ajustou o “Arab Light” para a Ásia com prêmio recorde de US$ 19,50 sobre Omã/Dubai, repassando custos a importadores.
Para o investidor, o recuo de agora não elimina o risco de novas disparadas: estoques globais já vinham abaixo da média de cinco anos, e a demanda da China mostrou retomada no primeiro trimestre. Analistas lembram que, em 2020, choques parecidos precederam oscilações superiores a 20% em poucas sessões.
O que você acha? A volatilidade atual muda sua estratégia de proteção contra inflação? Para mais análises de commodities e mercado financeiro, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Getty Images