Ultimato de Trump ao Irã pressiona mercados globais e inflação dos EUA
Estados Unidos – Com o relógio correndo para o prazo das 21h (horário de Brasília) imposto por Donald Trump ao Irã para reabrir o Estreito de Ormuz, os índices futuros de Wall Street recuam nesta terça-feira, enquanto o petróleo renova altas acima de US$ 113 o barril, alimentando temores de uma nova onda inflacionária.
- Em resumo: Dow Jones Futuro -0,04%; S&P 500 -0,14%; Nasdaq -0,19%, enquanto o WTI sobe 0,92%, a US$ 113,44.
Risco geopolítico turbina petróleo e ameaça expectativa de corte de juros
A retórica de Trump, que prometeu “destruir usinas e pontes iranianas” caso o fluxo de petróleo continue bloqueado em Ormuz, acendeu o modo de aversão a risco. O Brent também avança 0,68%, para US$ 110,50, fortalecendo a visão de que a inflação de março – cujo CPI sai na sexta-feira – pode registrar o maior salto mensal desde 2022, segundo projeções compiladas pela Reuters.
Os preços da gasolina, puxados pela escalada do WTI, são apontados como o principal vetor de alta no CPI de março, potencialmente atrasando qualquer corte de juros pelo Federal Reserve.
Impacto global: Ásia sem direção e Europa cautelosa; minério recua na China
Na Ásia, Xangai subiu 0,26%, mas o Nikkei ficou praticamente estável (+0,03%) e o Hang Seng caiu 0,70% em sessão esvaziada por feriado em Hong Kong. Na Europa, o STOXX 600 opera perto da estabilidade (+0,42%), refletindo a tensão com o prazo de Trump.
Além disso, o minério de ferro em Dalian caiu 0,26%, a 774,50 iuanes (US$ 112,53), pressionado por altos estoques e novas barreiras antidumping, em um movimento que pode aliviar custos da siderurgia mas não compensa o efeito da alta do petróleo sobre a inflação global.
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