Desvalorização do elenco acende alerta sobre receitas de patrocínio
Seleção Brasileira – Levantamento do Transfermarkt mostra que os 26 atletas convocados por Carlo Ancelotti para a próxima Copa valem €908 milhões, o que, ao câmbio de R$ 5,82, representa R$ 5,29 bilhões. O montante é €242 milhões inferior ao registrado na Copa do Qatar, mesmo com o euro 13% mais caro.
- Em resumo: Valor de mercado caiu para €908 mi; Vinícius Jr. agora vale €150 mi.
Queda de €242 mi contrasta com euro mais forte
Em 2022, o elenco custava €1,15 bilhão, segundo números históricos do Bloomberg. Na época, o euro girava em R$ 5,12 e a Seleção totalizava R$ 5,92 bilhões. Hoje, apesar do câmbio mais salgado, o time está R$ 630 milhões “mais barato”.
O valor dos 26 nomes recuou 21% em quatro anos, enquanto a moeda europeia subiu 13% no mesmo intervalo.
Impacto para clubes, patrocinadores e torcedores
A desvalorização reduz poder de barganha de clubes brasileiros que detêm percentuais dos atletas e pode pressionar futuras renovações de patrocínios da CBF. Paralelamente, o cenário global de juros altos e menor liquidez mantém investidores mais cautelosos nos chamados “fundos de direitos federativos”, segmento que movimenta cerca de US$ 3 bilhões anuais no futebol mundial.
No campo macroeconômico, o ajuste no valor da Seleção acompanha a retração de 8% no índice de transferências internacionais compilado pela FIFA em 2024, reflexo da desaceleração econômica na zona do euro e das novas regras de fair play financeiro.
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Crédito da imagem: Divulgação / CBF