Blindagem de carteira: o passo a passo do long & short que neutraliza tombos do índice
B3 – A combinação entre uma seleção de ações de alta performance e a venda de minicontratos futuros do Ibovespa está no radar de gestores depois que a carteira CHC Momentum Smart Beta acumulou 186,9% entre 2021 e 2025, mesmo em ciclos de forte queda do mercado.
- Em resumo: comprar a tese e vender o índice transforma perdas da Bolsa em lucro relativo.
Como funciona o hedge com minicontratos WIN
A operação é direta: o investidor mantém a carteira vencedora e, a cada dois meses, assume posição vendida no minicontrato de Ibovespa (ticker WIN), o ativo mais líquido da B3. Segundo dados da Bloomberg, o volume diário do WIN supera R$ 30 bilhões, garantindo execução rápida e custos de corretagem reduzidos.
“Sugiro os minicontratos, pois cada unidade representa 0,20 vez o valor do Ibovespa e a liquidez ainda assim é altíssima.”
Por que a neutralidade de mercado importa para pequenos investidores
Em um cenário de Selic ainda em dois dígitos e projeções de PIB revisadas para baixo, a volatilidade do Ibovespa continua elevada. Ao zerar o risco direcional, o investidor passa a depender apenas da habilidade da tese de superar o índice – movimento que, no histórico recente, entregou quatro pontos percentuais acima do benchmark mesmo em anos de queda.
A estratégia também elimina a necessidade de aluguel de ETFs, dispensando o “custo de carrego” comum no short tradicional. A margem de garantia exigida para o WIN pode ser formada pelos próprios papéis da carteira, tornando o modelo acessível para patrimônios a partir de R$ 10 mil, de acordo com simulações de corretoras.
O que você acha? A neutralização do risco de mercado cabe no seu portfólio ou você prefere seguir exposto ao vaivém do índice? Para mais estratégias que potencializam retornos, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / B3