Interinidade sinaliza como o Planalto quer moldar a estratégia da petroleira
Petrobras – A estatal comunicou que Marcelo Weick Pogliese chefiará o conselho de administração até a assembleia ordinária de 16 de abril, após a saída de Bruno Moretti para o Ministério do Planejamento. A mudança, embora temporária, recoloca as atenções do mercado sobre a influência política na definição de investimentos e de eventual política de dividendos.
- Em resumo: Weick assume o colegiado que decide o plano estratégico da companhia em meio a expectativas de novos investimentos e possível revisão de distribuição de lucros.
Mudança estratégica ocorre em meio a debate sobre planos de investimento
Segundo a estatal, Weick já integrava o board desde agosto, quando entrou na vaga de Pietro Mendes. A troca acontece enquanto o governo discute ampliar a presença da Petrobras em refino e transição energética, temas que preocupam minoritários. Como lembra a agência Reuters, cada ajuste no conselho tende a antecipar alterações no orçamento plurianual da companhia.
O conselho de administração, que pode ter de sete a 11 membros, define orçamento, venda de ativos e política de dividendos da Petrobras.
O que investidores monitoram até a assembleia de 16 de abril
O mercado já precifica a possibilidade de a nova gestão reforçar investimentos domésticos, sobretudo em refino e energia renovável, áreas vistas pelo governo como estratégicas para gerar empregos. Nos últimos dois anos, o Capex da Petrobras saiu de US$ 8,8 bilhões para mais de US$ 13 bilhões, refletindo maior apetite por projetos de longo prazo—movimento que pode ganhar tração caso o novo conselho consolide a orientação governamental.
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Crédito da imagem: Divulgação / Agência Brasil