Analistas veem desinvestimento como peça-chave do turnaround em 2025
Hapvida — A operadora de saúde ganhou tração na B3 após a notícia de que estuda se desfazer de oito hospitais, 21 clínicas e uma carteira de 490 mil vidas no Sul do país, movimento que pode enxugar custos e destravar valor já no próximo ano.
- Em resumo: JP Morgan projeta ganho de 50 pontos-base no índice de sinistralidade (MLR) se o negócio sair do papel.
Por que o Sul virou pedra no sapato da companhia
As aquisições da Clinipam e do Centro Clínico Gaúcho, realizadas entre 2019 e 2021, custaram cerca de R$ 4 bilhões, mas hoje comprometem a rentabilidade: sinistralidade de 85% e 95,8%, respectivamente, bem acima dos 78% do consolidado, segundo dados da Valor Econômico.
“Se confirmada a venda, vemos redução de distrações gerenciais e melhora imediata de 50 bps no MLR consolidado”, escreveram os analistas do JP Morgan.
Impacto para investidores e cenário macro
Num ambiente em que a taxa Selic segue em queda gradual e pressiona o custo de capital das empresas listadas, qualquer avanço na eficiência operacional tende a ser amplificado no valor das ações. Para a Hapvida, que negocia a cerca de 5x EV/Ebitda projetado para 2026, a redução de gastos médicos pode acelerar o esperado turnaround em São Paulo e abrir espaço para distribuição de dividendos já em 2025, se o ciclo de juros mantiver a trajetória de baixa.
O que você acha? A venda dos ativos do Sul é suficiente para mudar o patamar de HAPV3 ou o mercado ainda espera mais cortes de custos? Para mais análises do mercado de saúde e da B3, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Hapvida