Blindado russo acelera corrida tecnológica e mexe com bilhões no setor bélico
Uralvagonzavod – A fabricante russa apresentou recentemente o T-14 Armata, primeiro tanque de linha com torre 100% automatizada e tripulação confinada em uma cápsula de titânio, elevando o patamar de segurança e acirrando a disputa pelos contratos mais lucrativos do mercado militar.
- Em resumo: o canhão de 125 mm dispara sem operador humano, enquanto sensores e blindagem reativa interceptam foguetes antes do impacto.
Cápsula blindada: vida dos soldados virou “ativo estratégico”
No lugar de ficar sob o canhão, os três tripulantes ocupam um cofre pressurizado, separado do paiol de munição e da torre. A solução reduz drasticamente a taxa de fatalidades em caso de penetração da blindagem, um argumento que pode pesar em licitações de defesa estimadas em US$ 50 bilhões nos próximos cinco anos, segundo dados da Reuters sobre o orçamento militar russo.
O sistema Malachit lança explosivos voltados para fora no micro-segundo em que o projétil toca o casco, dissipando até 80% da energia de penetração.
Automação eleva cadência de tiro e cria novo desafio antitanque
Sem a limitação física de um carregador, o Armata entrega disparos mais rápidos e precisos, coordenados por inteligência artificial que escolhe o projétil ideal para cada alvo. Para analistas do Stockholm International Peace Research Institute, essa combinação pode obrigar OTAN e aliados a antecipar investimentos em mísseis guiados de última geração, ampliando a demanda por semicondutores militares num momento de oferta apertada.
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Crédito da imagem: Divulgação / Uralvagonzavod