Escalada de preços acende alerta sobre possível gargalo no Estreito de Ormuz
Irã – A decisão de Teerã de manter todo o urânio enriquecido dentro do país, divulgada recentemente, fez o petróleo disparar: às 10h20, o WTI avançava 3,4%, para US$ 101,65, enquanto o Brent subia 2,9%, a US$ 108,08, reforçando o temor de choque de oferta e de novos capítulos na crise geopolítica.
- Em resumo: Endurecimento iraniano ameaça o avanço das negociações com os EUA e pressiona os preços globais da commodity.
Negociações em xeque elevam prêmio de risco no mercado de energia
Fontes ouvidas pela Reuters apontam que o aiatolá Mojtaba Khamenei rejeitou uma das principais exigências de Washington, turvando o cenário diplomático e alimentando apostas de oferta mais apertada.
Cerca de 20% do petróleo mundial passa pelo Estreito de Ormuz, rota potencialmente vulnerável em caso de escalada militar, segundo dados da Agência Internacional de Energia (IEA).
Reflexos para investidores e o pano de fundo macroeconômico
O salto nos preços ocorre num momento em que a Opep+ já vem limitando produção para sustentar cotações, enquanto a demanda dá sinais de retomada pós-pandemia. Para o investidor brasileiro, o movimento pode significar pressão adicional sobre a inflação e, por consequência, impacto na trajetória dos juros domésticos — variável-chave para renda fixa e bolsa.
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Crédito da imagem: Divulgação / Getty Images