Produtos alavancados e inversos dividem gestores entre inovação e cautela
Comissão de Valores Mobiliários (CVM) – O regulador estuda liberar ETFs de segunda geração — alavancados, ativos e inversos — num mercado que já movimenta R$103 bilhões, ampliando oportunidades, mas também o grau de risco para quem investe.
- Em resumo: nova regulação pode permitir multiplicação de ganhos (e perdas) via derivativos já em 2026.
Por que os “turbinados” mexem com a carteira do investidor
Nos Estados Unidos, ETFs que ampliam até duas vezes o retorno diário de índices ganharam fôlego depois de 2020, segundo dados da Reuters. No Brasil, pioneiros como XBCI11 e XSPI11 já replicam o modelo via BDRs, atraindo olhares de investidores acostumados a baixo custo e alta liquidez.
“O risco não está nos ETFs em si, está no uso inadequado por quem não entende direito a mecânica desses produtos”, alerta Clayton Rodrigues, da Bradesco Asset.
Agenda regulatória promete liquidez, mas transparência vira condição
A possível inclusão desses fundos na pauta 2026 da CVM acontece em meio à queda da Selic e ao avanço da participação de pessoas físicas na B3. A Anbima formou grupo de trabalho para exigir regras de suitability e comunicação clara, evitando repetir a recente restrição da SEC a ETFs com alavancagem superior a 3x.
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Crédito da imagem: Divulgação / CVM