Tensão comercial não impede recorde nos futuros; veja quem ganha e quem perde
Ibovespa — Os contratos futuros do principal índice da B3 tocaram 173.755 pontos na manhã desta terça-feira (2), nova máxima histórica, mesmo com o dólar ao redor de R$ 5,00 e a queda generalizada dos juros futuros.
- Em resumo: Bolsa sobe 0,5%, dólar cede 0,24% e taxa do DI para 2027 recua a 14,175%.
Tarifa de 25% dos EUA mira Brasil e acende alerta para exportadoras
A proposta da administração norte-americana de aplicar tarifa punitiva de 25% sobre diversas importações brasileiras ameaça margens de gigantes do agronegócio e de mineração. Segundo agência Reuters, o Escritório do Representante Comercial dos EUA usou a Seção 301 para classificar práticas brasileiras como “injustas”, focando desde serviços digitais até a pauta ambiental.
Na safra 2025/26, mais da metade dos embarques de carne bovina do Brasil — quase US$ 3 bilhões no primeiro trimestre — teve a China como destino. Uma tarifa adicional dos EUA ampliaria a dependência do mercado chinês e poderia reprecificar ações como VALE3 e JBSS3.
Por que dólar cai e juros recuam apesar do risco externo?
Analistas apontam que o recuo do dólar para R$ 5,00 e o alívio de até 30 pontos-base nos DIs refletem fluxo estrangeiro em busca de ações atreladas a inteligência artificial listadas na B3, além da expectativa de manutenção dos juros pelo Federal Reserve, hoje precificada em 98% pelo CME/FedWatch. O cenário reforça a atratividade do carry trade, pressionando a curva local para baixo.
No pano de fundo, o petróleo Brent recua 1,17%, a US$ 93,87, após temores de oferta diminuírem com sinais de retomada no diálogo EUA-Irã. Já o minério de ferro sobe 0,77% em Dalian, sustentando papéis de siderurgia e mineração.
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Crédito da imagem: Divulgação / B3