Negociações com Irã derrubam petróleo e fazem PETR4 despencar
Petrobras – Na última sessão de maio de 2026, a estatal fechou o primeiro mês negativo do ano após ver suas ações recuarem mais de 14% e seu valor de mercado encolher R$ 98,1 bilhões, reflexo direto da queda do barril do Brent diante da perspectiva de acordo entre Estados Unidos e Irã.
- Em resumo: PETR4 perdeu 14,43% no mês, apagando quase R$ 100 bi do valuation.
O que explica a sangria de R$ 98 bilhões?
O barril do Brent para agosto acumulou retração de 17,4% em maio, terminando a US$ 91,12, enquanto o WTI cedeu 16,8% a US$ 87,36, segundo dados compilados pela agência Reuters. O movimento foi catalisado pelo avanço das tratativas de paz e pela sinalização indireta de alívio nas tensões no Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo global.
Com o tombo das ações, a Petrobras perdeu R$ 98,1 bilhões e encerrou maio avaliada em R$ 576,5 bilhões, a menor cifra desde 6 de março.
Impacto para a macroeconomia e para o investidor
A derrocada do petróleo ocorre em um momento em que o Banco Central mantém a Selic em 10,50% ao ano, reforçando a migração de parte dos investidores para a renda fixa. Historicamente, cada recuo de 10% no Brent reduz em até 0,2 ponto percentual a inflação projetada pela FGV, criando espaço para cortes de juros futuros — mas também comprimindo a geração de caixa da Petrobras e seus dividendos, vistos como “queridinhos” do Ibov.
Além disso, o valor de mercado atual, R$ 576,5 bilhões, ainda supera os R$ 680,1 bilhões do pico registrado em 13 de abril, quando o conflito no Oriente Médio elevou o preço da commodity. Ou seja, quem entrou no topo já amarga perda de 15%, enquanto a companhia acumula 12 recordes históricos desde fevereiro.
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Crédito da imagem: Divulgação / Petrobras