Turismo, saúde pública e ecossistemas entram em alerta máximo
NASA — Imagens de satélite divulgadas recentemente mostram um cinturão de sargasso com quase 9 mil quilômetros se deslocando pelo Atlântico, fenômeno que ameaça encarecer a limpeza costeira e afastar turistas ainda neste semestre.
- Em resumo: a mancha marrom gigante já bloqueia recifes e pode gerar custos milionários para municípios litorâneos.
Do espaço ao bolso do veranista
Captado pelos sensores ópticos da agência norte-americana, o “rio de algas” cresce graças ao excesso de nutrientes despejados pelos rios Amazonas e Mississippi, segundo pesquisadores da Universidade do Sul da Flórida citados pela Reuters. A decomposição do sargasso produz sulfeto de hidrogênio, cheiro que afasta turistas e obriga hotéis a contratarem equipes extras de limpeza.
Modelos projetam gasto adicional de US$ 210 milhões por temporada apenas no Caribe se o tapete de algas alcançar densidade similar à registrada em 2024.
Impacto econômico vai além da faixa de areia
Quando o sargasso encalha, pesca artesanal perde até 40 % da produtividade por entupimento de motores e redes. Para países que dependem fortemente do turismo — caso de México, Jamaica e destinos do Nordeste brasileiro —, cada ponto percentual a menos na ocupação hoteleira pressiona contas públicas já fragilizadas pela alta dos juros internacionais.
Analistas lembram que, na última chegada massiva em 2018, Cancún viu a diária média cair 12 %, segundo dados da Organização Mundial do Turismo. Se o padrão se repetir, companhias aéreas e operadoras de cruzeiro podem rever projeções para a alta temporada, redirecionando rotas e forçando pacotes promocionais.
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Crédito da imagem: Divulgação / NASA