Taxa estaciona em 0,99% ao mês, mas prazo de quitação sobe para 72 meses
Governo federal – Ao publicar em edição extra do Diário Oficial da União as novas regras da linha de reforma habitacional do Minha Casa Minha Vida, Brasília liberou um impulso de liquidez que pode movimentar diretamente o setor de material de construção e aliviar o caixa de famílias de até R$ 13 mil mensais.
- Em resumo: teto da reforma salta de R$ 30 mil para R$ 50 mil com juros mantidos em 0,99% ao mês.
Quem ganha com o novo limite de R$ 50 mil
A elevação do crédito maximiza o potencial de melhoria de imóveis já financiados, contemplando desde reparos estruturais até eficiência energética. Segundo estimativa da Reuters, cada R$ 1 investido em reforma gera até R$ 1,60 em atividade econômica, fator que tende a elevar a arrecadação municipal via ISS sobre obras.
Com a publicação das alterações, também passa a valer o novo valor máximo da reforma: R$ 50 mil. Antes, o teto estava fixado em R$ 30 mil.
Renda maior e imóveis mais caros: reflexo da inflação da construção
O ajuste no limite de renda – agora até R$ 13 mil – acompanha a escalada recente do INCC, que acumulou 3,30% em 12 meses. Ao mesmo tempo, o valor máximo dos imóveis financiados pelo programa subiu para R$ 600 mil, sinalizando tentativa do governo de alinhar o programa às regiões metropolitanas onde o metro quadrado explodiu pós-pandemia.
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Crédito da imagem: Divulgação / Ministério das Cidades