Tecnologia puxa Wall Street enquanto Fed já sente pressão inflacionária
S&P 500 – O índice abriu o pregão de 10 de fevereiro em novo pico nominal, impulsionando a Nasdaq e aproximando o Dow Jones do recorde de 50.188 pontos, num rali que redefine preços de ativos e custo de captação para empresas globais.
- Em resumo: Techs lideram ganhos mesmo com o mercado precificando alta de juros a partir de abril de 2027.
Trump, Xi e o chip H200: a faísca por trás da corrida das Big Techs
A Casa Branca liberou cerca de 10 companhias chinesas a comprar o processador de IA H200 da Nvidia, segundo a Reuters. O papel da empresa saltou mais de 4%, elevando seu valor de mercado para próximo de US$ 5,7 trilhões e irradiando otimismo para todo o setor de semicondutores.
Dow Jones +0,81% (50.096,35 pts); S&P 500 +0,83% (7.506,37 pts); Nasdaq +1,00% (26.665,27 pts) às 12h20 (Brasília).
Inflação e petróleo caro: por que Wall Street já fala em aperto em 2027
O fechamento prolongado do Estreito de Ormuz, consequência da guerra com o Irã, empurrou o barril de petróleo de volta à zona de US$ 100. O encarecimento de energia pressiona a inflação norte-americana, que se mantém acima de 3% ao ano há três leituras. Com isso, a ferramenta FedWatch do CME indica probabilidade crescente de alta de juros pelo Federal Reserve já no segundo trimestre de 2027.
Vale lembrar que o último ciclo de aperto, concluído em 2025, encerrou-se com a taxa a 4,75%. Agora, com o S&P 500 18% acima do topo anterior e as megacaps representando mais de 35% do índice, um novo aumento de custos financeiros pode desencadear forte realização de lucros.
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Crédito da imagem: Divulgação / Wall Street