Interesse inesperado pode acelerar plano de desalavancagem da siderúrgica
CSN – O grupo controlado por Benjamin Steinbruch informou recentemente que seu processo de desinvestimento, que inclui a venda do controle da CSN Cimentos e de participação em ativos logísticos, recebeu mais propostas do que o estimado, elevando a perspectiva de reforço de caixa ainda em 2024.
- Em resumo: concorrência maior pelos ativos aumenta potencial de valorização na fase de ofertas vinculantes.
Disputa acirrada eleva expectativa de preço
Segundo o diretor financeiro Antonio Marco Rabello, a companhia já avalia “diversos perfis de investidores” interessados na operação. A sinalização acontece poucos dias após a divulgação do balanço trimestral, movimento que reforçou a leitura de que a siderúrgica aposta na redução do endividamento para retomar o grau de investimento. Como lembra a Reuters, o portfólio em negociação envolve tanto a divisão de cimento, terceira maior do país, quanto fatia em ferrovias e terminais portuários.
“O plano de venda de ativos segue a todo vapor, com processo recebendo mais interessados do que o inicialmente esperado”, afirmou Rabello durante teleconferência com analistas.
Contexto: aço em recuperação e alívio cambial favorecem o deal
Analistas veem o timing como oportuno. Os preços internacionais do vergalhão subiram mais de 12 % desde fevereiro, enquanto o real se manteve relativamente estável, barateando a dívida em dólar. Além disso, as medidas antidumping anunciadas pelo governo brasileiro contra a importação de aço chinês já produziram efeito visível nas vendas domésticas em março, segundo a companhia. Caso a transação seja concluída pelo valor de mercado estimado — cerca de R$ 10 bilhões para o negócio de cimento — a CSN deve reduzir a alavancagem líquida para patamar próximo de 1,5x Ebitda, menor nível desde 2018.
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Crédito da imagem: Divulgação / CSN