Petróleo dispara e Wall Street reavalia risco geopolítico antes do meio da semana
Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq recuaram no início do pregão desta segunda-feira, refletindo o nervosismo de investidores após o Irã voltar a fechar o Estreito de Ormuz e os EUA apreenderem um navio iraniano, enquanto o cessar-fogo no Oriente Médio expira na quarta-feira.
- Em resumo: às 10h35, Dow caía à beira da estabilidade, S&P 500 e Nasdaq cediam 0,17%, com petróleo em alta.
Navio iraniano apreendido acende alerta de supply shock
O episódio naval do fim de semana elevou o prêmio de risco nos contratos de Brent e WTI, alimentando especulação de novo choque de oferta. De acordo com a Reuters, Teerã ainda avalia sentar à mesa com Washington nesta semana, mas não há confirmação oficial.
Às 10h35 (Brasília), Dow Jones marcava 49.456,88 pontos; S&P 500, 7.114,27 pontos; Nasdaq, 24.425,440 pontos.
Inflação à vista? Petróleo caro pressiona Fed e bolsas
O barril do Brent voltou a testar máximas de um mês, reacendendo temores de que a trajetória desinflacionária dos EUA perca força. Caso o impasse diplomático se prolongue além de quarta-feira, analistas veem espaço para o Fed adiar cortes de juros projetados para o segundo semestre, movimento que costuma comprimir múltiplos de ações.
Histicamente, cada variação de 10% no preço do petróleo adiciona até 0,4 ponto percentual ao CPI norte-americano, segundo levantamento da Bloomberg Economics. Em 2023, evento semelhante reduziu o apetite por risco global e impulsionou o dólar, tendência que pode se repetir se o Estreito de Ormuz permanecer bloqueado.
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