Queda de 2,4% acende alerta sobre qualidade da carteira
Banco da Amazônia (Basa) – O banco encerrou 2025 com lucro líquido de R$ 1,11 bilhão, retração de 2,4% ante 2024, mesmo após turbinar sua carteira de crédito em 20,4%, para R$ 66,8 bilhões. A combinação de expansão agressiva e inadimplência de 4,67% acende sinal amarelo para quem depende do funding público na região Norte.
- Em resumo: Lucro cai, crédito cresce e a inadimplência acima de 90 dias mais que dobra.
Crédito avança, mas calotes pressionam rentabilidade
O salto de 31% nas contratações de crédito – que alcançaram R$ 23,8 bilhões – sustentou receitas 22,3% maiores, segundo dados da Reuters. Mesmo assim, o retorno sobre patrimônio (ROAE) recuou para 16,2%, afetado pela piora da qualidade dos ativos.
A inadimplência acima de 90 dias subiu de 2,15% para 4,67% em 12 meses, refletindo “o contexto macroeconômico mais restritivo observado no período”, informou o Basa.
Impacto para investidores e produtores rurais na Amazônia
O índice de Basileia, agora em 13,28%, ainda supera o mínimo regulatório, mas a margem vem apertando. Para os produtores agropecuários – que respondem por parcela relevante da carteira –, o aperto financeiro pode significar crédito mais caro ou seletivo em 2026. Já para investidores, a relação risco-retorno do banco estatal passa a depender do ritmo de desaceleração da economia e de eventuais medidas de socorro creditício do governo federal.
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Crédito da imagem: Divulgação / Banco da Amazônia