Preço do barril encosta nas máximas do ano, dizem especialistas
Manhattan Connection – No episódio mais recente, o tradicional programa avaliou que a escalada militar entre Israel, Estados Unidos e Irã pode empurrar o preço do petróleo para uma nova rodada de alta, com reflexos diretos no bolso do consumidor e no planejamento de investidores globais.
- Em resumo: Tensão no Golfo Pérsico eleva o petróleo, reacende o temor inflacionário e aumenta o prêmio de risco nos mercados.
Energia no centro da tempestade
A equipe do programa lembrou que o barril do Brent flerta com os US$ 90, patamar só visto no início do ano, de acordo com dados da Reuters. A curva futura já precifica movimentos acima desse nível caso o conflito atinja rotas estratégicas como o Estreito de Ormuz, por onde trafega cerca de 20% do petróleo mundial.
“O petróleo ainda é a matéria-prima mais inflacionária da economia global”, destacou o analista Bruno Corano durante o debate.
Inflação global volta ao radar dos Bancos Centrais
Com a inflação norte-americana ainda resistente, qualquer choque adicional de energia pode atrasar a esperada flexibilização monetária do Federal Reserve. Historicamente, cada alta de 10% no preço do barril acrescenta até 0,4 ponto percentual ao índice de preços ao consumidor dos EUA, segundo estimativas do próprio banco central americano.
No Brasil, o repasse tende a aparecer primeiro nos combustíveis e, na sequência, em transporte e alimentos, reeditando o ciclo visto em 2022. O Banco Central já sinalizou que eventuais pressões de oferta podem limitar cortes futuros na Selic.
Efeitos indiretos para a economia brasileira
Embora sem peso geopolítico na região, o país sente o choque via commodities e câmbio. A Petrobras, por exemplo, adota política de preços que considera a paridade internacional; uma disparada do Brent pode forçar reajustes e impactar frete, alimentos e produção industrial. Paralelamente, o agronegócio — responsável por quase 25% do PIB — consome grande volume de diesel, o que amplia a sensibilidade ao cenário externo.
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Crédito da imagem: Divulgação / BM&C News