Dos jardins de Burle Marx à brutalidade do concreto, uma revolução silenciosa no Centro do Rio
Petrobras – Inaugurado em 1974, o Edifício-Sede (Edise) colocou mais de 100 mil m² de área corporativa no coração financeiro carioca, redefinindo a paisagem e o valor do entorno em plena fase de expansão da indústria do petróleo brasileira.
- Em resumo: bloco retangular de concreto aparente, jardins suspensos e brises móveis viraram referência em engenharia e eficiência climática.
Arquitetura pensada para resistir a crises energéticas
Fruto de concurso vencido pelo arquiteto Roberto Luis Gandolfi, o projeto priorizou brises de alumínio para reduzir o ganho térmico antes mesmo da popularização do ar-condicionado central. Segundo dados compilados pelo Valor Econômico, cada grau de economia na refrigeração representa queda de até 4 % no custo operacional de grandes sedes corporativas.
Os vãos horizontais que abrigam os jardins de Burle Marx cortam o bloco em lâminas verdes, diminuindo até 30 % da insolação direta nos andares de escritórios.
Impacto imobiliário: métrica de R$ / m² disparou na Avenida Chile
A chegada de um único inquilino-âncora com demanda para 5,5 mil funcionários estimulou a construção de novas estações de metrô e melhorou o fluxo de linhas de ônibus. A consultoria Cushman & Wakefield aponta que, em regiões onde empresas estatais concentram suas operações, o preço médio do aluguel comercial sobe, em média, 18 % nos dois anos subsequentes. No caso do Centro do Rio, a valorização foi acompanhada por incentivos fiscais municipais para retrofit de prédios vizinhos.
O que você acha? O modelo brutalista do Edise ainda é eficiente em 2024 ou novos arranha-céus de vidro já dominam a preferência das empresas? Para outras análises sobre mercado imobiliário corporativo, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Petrobras