Demanda global pressiona cotações e acende alerta ao produtor
Bolsa de Chicago (CBOT) – O milho encerrou a sessão desta quarta-feira em alta, impulsionado por vendas externas robustas e pelo risco de atraso no plantio norte-americano, cenário que pode enxugar a oferta e afetar diretamente custos de ração, etanol e margem do agricultor brasileiro.
- Em resumo: contrato maio subiu para US$ 4,5425/bushel com exportações acima de 1 Mt e chuva prevista no Meio-Oeste.
Exportações dos EUA superam 1 Mt e sustentam preços
Operadores monitoram de perto o fluxo comercial depois de o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) confirmar novas vendas de 130 mil toneladas, somando 425 mil em dois dias. Analistas projetam que o relatório semanal, a ser divulgado amanhã, traga entre 1,0 e 1,8 milhão de toneladas da safra velha, patamar que reforça a competitividade do cereal norte-americano, segundo a Reuters.
O contrato maio ganhou 0,50 centavo, fechando a US$ 4,5425 por bushel, enquanto posições da nova safra também avançaram diante da forte demanda internacional.
Clima instável adia plantio e pode reduzir oferta
Embora a janela de tempo seco desta semana tenha permitido a retomada das semeaduras, modelos meteorológicos indicam retorno de chuvas no fim de semana. Em anos anteriores, cada ponto percentual de atraso além da média histórica custou até 4 bushels/acre no rendimento final. Caso o ritmo permaneça lento, o USDA pode revisar para baixo a estimativa de 15,04 bilhões de bushels, limitando estoques globais em um momento de incerteza sobre a safra sul-americana e sobre possíveis cortes de juros nos EUA que impulsionariam o consumo de etanol.
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Crédito da imagem: Divulgação / USDA