Banco suíço projeta Brent acima de US$ 90 e vê metais como escudo inflacionário
UBS Wealth Management — Em relatório distribuído recentemente a clientes, o braço de gestão de fortunas do grupo suíço alerta que a escalada entre Estados Unidos e Irã, somada a juros elevados e endividamento global, exige portfólios mais blindados. A orientação é clara: amplie a diversificação e use ativos reais como defesa contra choques geopolíticos e cambiais.
- Em resumo: fraqueza do dólar, ouro em alta e petróleo sustentado até 2026 formam o tripé de proteção sugerido pelo UBS.
Ouro em ascensão e petróleo resiliente até 2026
Diante da procura recorde de bancos centrais por reservas alternativas, o UBS acredita que o ouro seguirá como “porto seguro” mesmo após a recuperação vista desde março. Segundo a casa, o relaxamento monetário esperado no Federal Reserve deve reforçar o movimento. Já o Brent, pressionado pela logística no Estreito de Ormuz, tende a permanecer acima de US$ 90 por barril “por vários anos”, corroborando estimativas divulgadas pela Reuters sobre oferta de curto prazo.
“Dado o caminho provavelmente turbulento até uma resolução no conflito entre EUA e Irã, não se pode descartar nova escalada”, ressalta o relatório do UBS.
Fraqueza global do dólar e o efeito nas carteiras brasileiras
O índice DXY já devolveu quase todos os ganhos do início da crise e recuou 1,63% nos últimos 30 dias. Para o UBS, a tendência estrutural segue negativa: cortes de juros nos EUA diminuem o diferencial de rendimento, enquanto a desdolarização impulsionada por China e mercados emergentes avança. Investidores locais devem avaliar o impacto em seus passivos em dólar e, na renda variável, proteger ganhos com puts ou venda de volatilidade.
No Brasil, a eventual continuidade do ciclo de queda da Selic, defendida por parte do Comitê de Política Monetária do Banco Central, tende a atrair fluxos para ativos de risco e também reforçar a apreciação do real. Esse cenário pode aliviar pressões importadas de preços, mas aumenta a importância de balancear exposição cambial com commodities, historicamente correlacionadas ao PIB doméstico.
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Crédito da imagem: Divulgação / UBS Wealth Management