Após pane fatal de rival, Chile e Colômbia olham para o cargueiro brasileiro
Embraer — A fabricante brasileira confirmou que negocia o C-390 Millennium com os governos de Colômbia e Chile, movimento que pode consolidar a presença do jato multifunção na América Latina e abrir um mercado estimado em centenas de milhões de dólares.
- Em resumo: Colômbia é vista como acordo de curto prazo; Chile, de médio.
Pressão colombiana após queda de C-130 acelera tratativas
A frota da Colômbia perdeu um antigo C-130 Hércules em março, tragédia que matou 70 pessoas e expôs a urgência de renovação. Segundo o CEO Francisco Gomes Neto, o clima político favorece uma decisão “em breve”, como destacou à Reuters.
“O país tem necessidade clara, gosta do avião e mantém laços estreitos com a Força Aérea Brasileira”, afirmou Gomes Neto.
Produção sobe, cadeia de suprimentos reage e Embraer mira 10 jatos/ano
Com 12 países já selecionando o C-390, a Embraer projeta elevar a montagem para seis unidades neste ano e atingir ritmo anual de 10 aeronaves até 2030. A carteira ganhou força com a encomenda de até 20 cargueiros pelos Emirados Árabes Unidos, primeira venda no Oriente Médio.
Analistas lembram que o avanço ocorre em meio a um ciclo global de aumento de gastos militares. Dados do SIPRI indicam que os orçamentos de defesa da América Latina cresceram 8 % em 2023, impulsionados por modernização de frotas e operações humanitárias — nichos onde o C-390, capaz de levar 26 t de carga e cumprir 99 % das missões, se encaixa.
O que você acha? A entrada de Chile e Colômbia pode elevar a participação da Embraer no mercado de cargueiros táticos? Para mais análises, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Embraer