Dados de inflação em sequência testam o apetite ao risco
Banco Central do Brasil – A divulgação quase simultânea do IPCA de abril (9h) e do CPI norte-americano (9h30) na terça-feira, 12 de maio, coloca a percepção de risco em evidência e pode redesenhar as expectativas para Selic e Federal Reserve.
- Em resumo: Mercado local e Wall Street monitoram IPCA e CPI para recalibrar apostas de alta de juros em 2026.
Terça-feira concentra o ‘duelo’ IPCA x CPI
O dado doméstico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística sai antes mesmo da abertura à vista da B3, enquanto o CPI dos EUA chega meia hora depois, ainda com futuros operando. Analistas citados pela Reuters apontam que a combinação de petróleo caro e pressões de serviços mantém a inflação resistente em ambos os países.
Às 9h, o IPCA de abril será divulgado, enquanto às 9h30 sai o CPI dos EUA, atraindo as atenções dos mercados globais.
Por que a leitura importa para Selic e Fed
Com a curva DI precificando chance crescente de taxa básica acima de 11% no fim do ano, cada décimo do IPCA ganha peso. Na última pesquisa Focus, a projeção para 2026 subiu pela terceira semana seguida. Já nos Estados Unidos, parte do mercado passou a ver possibilidade de aperto adicional do Fed caso o núcleo do CPI ultrapasse 0,3% no mês.
Outro fator de pressão é o barril do Brent, sustentado acima de US$ 85 desde abril, o que adiciona volatilidade às expectativas de inflação mundial. No Brasil, a defasagem nos preços internos de combustíveis torna-se um ponto de alerta, lembrando episódios de repasses que surpreenderam em 2025.
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Crédito da imagem: Divulgação / IBGE