Tensão no Estreito renova volatilidade do petróleo e assusta investidores
Governo dos Estados Unidos – Em comunicado divulgado recentemente, o presidente Donald Trump acusou Teerã de violar o cessar-fogo ao disparar contra navios próximos ao Estreito de Ormuz e voltou a ameaçar destruir “todas as usinas de energia e pontes” iranianas, caso o país não aceite novo acordo.
- Em resumo: Tiroteio perto de Ormuz derrubou o petróleo e obrigou investidores a revisar posições em ações ligadas a energia.
Disparo isolado ou prenúncio de escalada?
A tensão reavivou temores de interrupção no fluxo diário de 20% do petróleo mundial que passa por Ormuz. Segundo análise da Reuters, cada bloqueio de 24 horas no estreito pode elevar o barril em até US$ 5.
“Chega de ser bonitinho!”, escreveu Trump nas redes, prometendo “destruir todas as usinas de energia” se Teerã não recuar.
Impacto imediato no mercado e no bolso do brasileiro
Na última sexta-feira (17), o Brent caiu, mas a B3 não acompanhou o alívio externo: as ações da Petrobras, que respondem por cerca de 11% do Ibovespa, recuaram diante do risco de escassez de oferta. Historicamente, cada alta de 10% no barril acrescenta até 0,15 ponto percentual à inflação brasileira, pressionando combustíveis e, por consequência, o IPCA.
Desde o início do conflito em 28 de fevereiro, o real já perdeu quase 4% frente ao dólar, refletindo fuga para ativos considerados seguros. Caso o impasse se prolongue, analistas não descartam novos ajustes no orçamento da Petrobras e possível revisita do preço do diesel em ano de safra recorde de grãos.
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Crédito da imagem: Divulgação / Reuters