BIS corre para encurtar fronteiras de custo e tempo nos pagamentos internacionais
Banco de Compensações Internacionais (BIS) – Em meio à disparada das stablecoins, a entidade acelera os projetos Nexus e Agorá para derrubar tarifas que ainda passam de 14% em bancos tradicionais e reduzir o prazo das remessas globais para até 60 segundos.
- Em resumo: US$ 1,5 trilhão em fluxos de stablecoins em 2024 expôs o gargalo da atual infraestrutura bancária.
Nexus: a ponte única que pode baratear remessas em segundos
Desenhado para ligar sistemas instantâneos já existentes, o Nexus promete cortar a “colcha de retalhos” de integrações bilaterais ao criar um hub central. Segundo o relatório técnico do BIS citado pela Reuters, a meta é liquidar transferências em até um minuto, com tarifas próximas às de um Pix doméstico.
“O custo médio global de envio de remessas ainda é 6,49%, saltando para 14,55% quando o canal é bancário”, aponta o Banco Mundial.
Agorá testa dinheiro tokenizado para reduzir etapas e riscos
Mais ambicioso, o Agorá reúne sete bancos centrais e 40 instituições privadas para combinar depósitos bancários tokenizados e dinheiro de banco central wholesale na mesma rede. A iniciativa avalia se a digitalização nativa da moeda pode eliminar reconciliações, fortalecer KYC e agilizar checagens de sanções – um caminho visto como crucial enquanto o G20 pressiona por metas de redução de custos até 2027.
No pano de fundo, o avanço do Pix no Brasil, a entrada do FedNow nos EUA e o crescimento de carteiras digitais na Ásia criam um ambiente de adoção instantânea que coloca expectativa extra sobre qualquer solução cross-border. Caso Nexus e Agorá entreguem o prometido, especialistas projetam uma economia de bilhões em tarifas de remessa e um mercado mais competitivo para fintechs, bancos e grandes empresas exportadoras.
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Crédito da imagem: Divulgação / InnerAI