Correção na B3 acende alerta para suportes críticos do índice
Ibovespa – Depois de tocar o topo histórico em 199.354 pontos, o principal índice da B3 iniciou um ajuste técnico e encerrou a última sessão a 195.733 pontos, recuo de 0,55% que pressiona investidores a reavaliar o fôlego da alta de 2026.
- Em resumo: Bolsa brasileira devolve parte dos ganhos, dólar futuro segue fraco em R$ 4,990 e Nasdaq mantém tração compradora.
Suportes do Ibovespa no radar e dólar em sobrevenda
Analistas chamam atenção para o possível padrão de “estrela cadente” no gráfico semanal e para o IFR de 73,29, sinalizando sobrecompra. A perda da faixa de 194.945 – 192.206 pontos pode acelerar a correção até 189.250 pontos. Já o dólar futuro, em seu quinto pregão de queda, opera com IFR de 27,34, apontando chance de repique, segundo dados compilados pela Reuters.
“A tendência primária ainda é de alta; porém, enquanto o índice não recuperar 199.354 pontos, a curva de curto prazo segue vulnerável”, indica relatório técnico da Nelogica.
Nasdaq resiste a incertezas globais e busca novo pico
Lá fora, o apetite por risco permanece vivo. O Nasdaq Composite subiu por três semanas seguidas e negocia a 26.672 pontos, acumulando 12,35% de valorização em abril. O índice precisa romper 26.719 pontos para projetar alvos em 27.385 – 28.300 pontos. O otimismo também se apoia na expectativa de cortes de juros pelo Federal Reserve no segundo semestre, contexto que costuma favorecer empresas de tecnologia.
Por que a correção local não muda o pano de fundo
Ainda que o Ibovespa tenha interrompido três semanas de ganhos, a valorização de 21,48% em 2026 mantém o índice entre os melhores desempenhos globais. A combinação de Selic em queda, fluxo estrangeiro recorde para renda variável e perspectiva de manutenção do arcabouço fiscal continua sendo um suporte estrutural, segundo economistas consultados. Contudo, a cautela aumenta com a aproximação da temporada de balanços e com o debate sobre a reforma tributária, fatores que podem mexer no prêmio de risco.
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Crédito da imagem: Divulgação / B3