Risco externo menor reforça aposta na renda fixa brasileira
B3 – A curva de Depósitos Interfinanceiros (DI) abriu a sessão desta quinta-feira, 14, em queda firme, impulsionada pela baixa do petróleo, do dólar e dos rendimentos dos Treasuries, fatores que suavizam a percepção de risco e encorajam a busca por títulos locais.
- Em resumo: DI jan/2029 recuou para 13,960%, enquanto o contrato jan/2027 caiu a 14,165% às 9h15 (Brasília).
Trump e Xi esfriam tensões e fortalecem o real
O encontro entre Donald Trump e Xi Jinping, em Pequim, sinalizou cooperação sobre o Irã e ajudou a derrubar o índice DXY, referência do dólar. A trégua geopolítica, noticiada pela Reuters, reduziu a procura global por proteção e abriu espaço para a valorização de moedas emergentes.
Às 9h15, o DI para jan/2029 marcava 13,960% (ante 14,054%), o jan/2027 recuava de 14,210% para 14,165% e o jan/2031 cedia a 14,040%.
Impacto no bolso: Selic pode cair antes do previsto?
Com o petróleo em baixa superior a 1%, as projeções de inflação cedem e reforçam apostas de que o Banco Central poderá retomar cortes de 0,50 ponto na Selic já no próximo encontro do Copom. O IPCA acumulado em 12 meses caiu para 4,23%, nível mais próximo do centro da meta desde 2022, adicionando tração ao movimento de afrouxamento da curva longa.
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