Renda isenta versus ganho cambial: entenda a disputa
FIIs — A comparação entre fundos imobiliários brasileiros e Real Estate Investment Trusts (REITs) ganhou força recentemente, pois envolve desde isenção de Imposto de Renda até ganhos de 56% em dólar, mexendo direto com o bolso de quem busca renda ou crescimento patrimonial.
- Em resumo: FIIs pagam dividendos livres de IR, enquanto REITs superaram 56% de alta em dólar desde 2013.
FIIs: o preferido de quem quer renda mensal já
Obrigados a distribuir 95% dos aluguéis, os FIIs oferecem fluxo estável que costuma superar a renda fixa a 14,50% ao ano. Além disso, esses dividendos chegam livres de IR para a pessoa física, vantagem importante em um país de juros ainda elevados, segundo dados do Banco Central.
“Ao evitar o risco cambial e manter isenção nos rendimentos, o FII se torna imbatível para quem planeja viver da renda em reais”, resume William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue.
REITs: escala bilionária e retorno total maior
Nos Estados Unidos, há mais de 300 REITs listados, com setores que vão de data centers a florestas. Esse universo responde por valor de mercado que ultrapassa US$ 1 trilhão; apenas a Prologis vale mais de US$ 100 bilhões, superando todo o mercado brasileiro de FIIs (R$ 200 bilhões). O índice FTSE Nareit avançou 56% em dólar desde 2013, contra 22% do IFIX convertido para a mesma moeda, mostrando fôlego extra de valorização.
Outro ponto é a diversificação cambial: quem mantém parte da carteira atrelada ao dólar pode se proteger de desvalorizações do real, efeito valorizado em ciclos de aperto monetário pelo Federal Reserve, conforme análise recente da Reuters.
“REIT é empresa, não fundo; por isso acessa dívidas corporativas e fusões, acelerando o crescimento do patrimônio”, explica Danilo Barbosa, do Clube FII.
Qual escolher? Decisão depende do objetivo e do apetite a risco
Se a prioridade é renda líquida imediata, FIIs tendem a entregar maior previsibilidade, sem volatilidade cambial. Já quem mira longo prazo e aceita oscilações para capturar ganhos de escala global pode equilibrar a carteira com REITs. Especialistas lembram que combinações dos dois veículos aumentam a diversificação sem elevar demais a alavancagem.
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Crédito da imagem: Divulgação / E-Investidor